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	<title>Chamame .com.br &#187; Tomás Osuna</title>
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		<title>Origem da Palavra &#8216;Chamamé&#8217;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 16:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chamame.com.br</dc:creator>
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Escritores, poetas, pesquisadores se encarregam há décadas de remarcar seus critérios e demonstrar que o berço deste gênero musical [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-626 floatLeft" style="border: 1px solid black; margin-left: 8px; margin-right: 8px;" title="Origem da Palavra Chamamé" src="http://chamame.com.br/wp-content/uploads/2008/10/semente-chamame2.jpg" alt="" width="210" height="275" />Muitas são as correntes de pesquisa e opinião que são consultadas em busca da origem do chamamé.</p>
<p>Escritores, poetas, pesquisadores se encarregam há décadas de remarcar seus critérios e demonstrar que o berço deste gênero musical é precisamente a província de Corrientes, o que é demonstrado neste texto extraído de várias pesquisas.</p>
<p>De sua parte, Porfirio Zappa em seu livro Ñurpi &#8211; Por el Campo Correntino, indica:</p>
<p>“&#8230; foram muitos os estudiosos que pesquisaram a origem da palavra chamamé. Alguns afirmam que é um vocábulo oriundo do Paraguay, que quer dizer &#8220;qualquer coisa&#8221; ou &#8220;coisa feita de qualquer jeito&#8221;. Sem maiores pretensões ou de forma irrelevante outros pesquisadores sustentam que a palavra teve origem na conhecida expressão (também de origem paraguaya), che ama mi, que significa em sentido amoroso &#8220;minha amiga&#8221;, &#8220;minha ama&#8221; ou &#8220;minha dona&#8221;.</p>
<p>Também aparece a palavra chamamé como oriunda da expressão che memé, que quer dizer &#8220;sempre eu&#8221; ou &#8220;eu constantemente&#8221;.</p>
<p>Sobre este tema, Vicente Gesualdo em seu livro Historia de la música en la Argentina, diz:</p>
<p><span id="more-621"></span></p>
<p>“&#8230; Queremos destacar nestas linhas, dedicadas à música em Corrientes, um fato que, em nossa opinião, tem uma importância capital no nascimento de uma tradicional dança argentina. Trata-se da Polca Correntina&#8221;.</p>
<p>Sobre esta peça musical, a Gazeta Municipal de 12 de maio de 1878 anunciou a aparição da polca, querida por todos, do compositor correntino Joaquín A.Callado, editada pela casa F.G.Hartman, e dizia o seguinte comentário:</p>
<p>&#8220;A polca mencionada se distingue pelo seu estilo originalíssimo, o qual queríamos chamar habanera-polca, por não ser o ritmo da polca tradicional, nem tão pouco o da dança habanera; o autor soube mesclar com habilidade e acerto estes dois ritmos característicos, criando sobre estes pilares uma dança muito interessante que responde inteiramente ao gosto da nossa nação&#8221;.</p>
<p>O historiador correntino Emilio Noya, em um artigo publicado no diário El Litoral de Corrientes, menciona:</p>
<p>“&#8230; a primeira peça (denominação especial com a qual foi registrada), na <a href="http://www.sadaic.org.ar/" target="_blank">Sociedad Argentina de Autores y Compositores</a> (SADAIC) é datada do ano de 1930. Seus autores eram Diego Novillo Quiroga e Francisco Pracánico. Trata-se de Corrientes Poty (A Flor de Corrientes), segundo consta em um disco da época do celebrado cantor Samuel Aguayo.&#8221;</p>
<p>&#8220;A criação do novo selo obedecia, segundo manifestações do citado intérprete, ao desejo de congraçar-se a casa gravadora RCA Victor com o público correntino, principal comprador de suas chapas gravadas. De modo incomum e respondendo a interesses exclusivamente comerciais, teve origem o chamamé. Logo chamaria a atenção de pesquisadores e estudiosos, sendo sustentada a opinião de alguns de que se trata de uma variante ou arranjo da música paraguaya adotada por setores de baixo poder aquisitivo. &#8221;</p>
<p>&#8220;Enquanto excluem o chamamé do cenário tradicional &#8211; continua opinando Noya – esquivam-se do antecedente incerto da música guaraní, que remonta ao ano de 1855, quando uma orquestra integrada por ciganos e polacos trazidos por <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Elisa_Alicia_Lynch" target="_blank">Madame Lynch</a> teve a oportunidade de visitar Asunción del Paraguay. O repertório de polcas, valsas, czardas e mazurcas, encontrou uma acolhida calorosa na população, que o adotou com ligeiras modificações, chamando-o de polca canguí, polca sirirí, kireí, etc. Finalmente, circunscrever o tema a uma questão meramente social, revela o superficial raciocínio desse minúsculo grupo&#8221;.</p>
<p>Evidenciando o esforço para marcar uma linha definitiva até as origens paraguayas do vocábulo chamamé e suas implicações, Emilio Noya cita Anselmo Cover Peralta e Tomás Osuna (oriundos do Paraguay), os quais em seu dicionário espanhol &#8211; guaraní, guaraní &#8211; espanhol (editado em 1950), embora coincidam na versão referente à tradução do vocábulo, indicando que o mesmo quer dizer &#8220;enramada&#8221;, &#8220;corredor&#8221;, &#8220;o que se faz desordenadamente&#8221;, &#8220;sem planos nem métodos&#8221;, demonstram um total desconhecimento e evidenciam um patriotismo exacerbado quando afirmam que chamamé é o nome de uma temática musical de certos ambientes correntinos, inspirada na música paraguaya.</p>
<p>Reafirmando a definição do seu ponto de vista, por último, Noya determina o seguinte:</p>
<p>&#8220;&#8230; pessoalmente eu me torno adepto do conceito do Dr. Nicolas Zervino (perito guaranista cuja obra permanece inédita), que sustenta que o termo chamamé pertence ao léxico bilíngüe paraguayo, negando assim toda relação com o que se fala em Corrientes.&#8221;</p>
<p>Embora devamos destacar a igualdade de critérios com os trabalhos de recopilação e busca dos antecedentes etnográficos referidos aos instrumentos guaranis do século XVII realizados pelo historiador Noya, no mínimo não podemos nos sentir desiludidos em relação à posição que ele mesmo (e alguns outros) estabelece sobre as origens da nossa música e da sua denominação.</p>
<p>Na busca contemporânea da etmologia da palavra chamamé, encontramos uma diversidade de opiniões, tais como as de Julio Victor Visconti, Ricardo Suárez, Gualberto Meza, Julio R. Chapo; eles dão acepções como estas: che aimé amamé (eu estou na chuva), che memé (sempre eu), che amamé (a minha amada), che amapé (a minha amada), che amó amemé (faço ajuste constantemente ou com freqüência).</p>
<p>Há aqueles que atribuem a Samuel Aguayo a expressão Ñamó chamamé mamé (vamos apenas tocar), fato este ocorrido durante um ensaio do memorável conjunto de Emilio Chamorro, do qual Aguayo participava.</p>
<p>Finalmente, definindo nossa posição a este respeito, consideramos desacertados aqueles que têm gasto seus esforços e firmado suas posições detendo-se na superficialidade da busca etmológica do vocábulo chamamé, sem entender que as verdadeiras raízes estão na minuciosa pesquisa etnográfica dos guaranis e da nossa música.</p>
<p>Daí, por exemplo, nossa desilusão na posição sustentada pelo historiador Noya, que de um lado reivindica para os nossos ancestrais a existência de sua própria música e instrumentos (alguns destes originados na nossa cultura, exportados para a Europa medieval e conquistadora, ali aperfeiçoados e importados à nossa incipiente nação, um século mais tarde) e depois desvia ditas origens (da música) à vizinha República do Paraguay.</p>
<p>Consideramos também um verdadeiro disparate aquelas versões contemporâneas que definem a expressão chamamé como &#8220;de qualquer maneira&#8221;, &#8220;qualquer coisa&#8221; e/o “feito desordenadamente” (ou similares), já que os antecedentes que oferecemos neste mesmo trabalho determinam fidedignamente que chamamé era a denominação de um baile ou de uma dança trasladada à Buenos Aires colonial (ver a citação de Olga Fernández Latorur de Botas -&#8221;La Nación &#8211; Buenos, Aires. 1979), muito antes de 1850, e que alguns europeus recriaram esses ritmos &#8220;briosos&#8221; na capital paraguaya.</p>
<p>A mesma consideração cabe à versão que confere ao cantor Samuel Aguayo, oriundo do Paraguay, como o criador do nome da nossa música.</p>
<p>Parte da bagagem histórica do nosso chamamé alcança, em uma determinada época, uma difusão nacional profusa, mas com distorções absurdas impostas por critérios meramente comerciais. Até a década de 40 se produziu um movimento de repulsa encabeçado por cantores e compositores conhecidos; eles, no seu afã de preservar a essência básica da nossa música, tentaram recriá-la com novas denominações e estas, finalmente, foram desaprovadas pelo gosto popular.</p>
<p>Citamos como exemplos a:  Osvaldo Sosa Cordero (Campera); Pedro Sánchez (Letanía) e Cholo Aguirre (Litoraleña). Lamentavelmente algumas distorções se mantêm popularizadas na atualidade.</p>
<p>&#8211;<br />
Por CorrientesChamame.com<br />
Tradução <a href="http://www.chamame.biz/marise" target="_blank">Marise Zappa</a></p>
<p align="left"><a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Origem+da+Palavra+%E2%80%98Chamam%C3%A9%E2%80%99+-+http://b5haf.th8.us" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.chamame.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Origem+da+Palavra+%E2%80%98Chamam%C3%A9%E2%80%99+-+http://b5haf.th8.us" title="Postar no Twitter">Compartilhe no Twitter</a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.chamame.com.br/origem-da-palavra-chamame&amp;t=Origem+da+Palavra+%E2%80%98Chamam%C3%A9%E2%80%99" title="Postar no Facebook"><img class="nothumb" src="http://www.chamame.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-facebook.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.chamame.com.br/origem-da-palavra-chamame&amp;t=Origem+da+Palavra+%E2%80%98Chamam%C3%A9%E2%80%99" title="Postar no Facebook">Compartilhe no Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Aproximação ao Conceito de Chamamé</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 00:45:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Chamame.com.br</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Gonzalo &#8220;Pocho&#8221; Roch</em></p>
<p>Ao falarmos de &#8220;nosso patrimônio cultural correntino&#8221;, se acende a chama de nossos sentimentos mais profundos. Se despertam as luzes do sendero milenar de nossas tradições, e fundamentalmente, originadas na matriz da cultural religiosa. E é neste &#8216;meio&#8217; que se move a expressão cultural mais autêntica, &#8220;<strong>O Chamamé</strong>&#8220;.</p>
<p>A expressão cultural musical original do homem é o canto. Aqui se unem os bens sonoros essenciais, &#8220;a palavra e a melodia&#8221; &#8211; sucessão temporal de sons de diferentes alturas, dotados de sentido musical. E o ritmo primogênito, também se origina no interior do ser humano, desde as próprias batidas do coração.</p>
<p>A palavra de cada cultura, conforma idiomas que traduzem o mais fiel reflexo objetivo delas. Com sons labiais, guturais, nasais e guto-nasais, e o sotaque implícito dos sentimentos e pensamentos. Esses vão criando a magia da eloquência, uma só frase soa a melodia, e uma só cadência e acentos de pronúnciação nos permite adivinhar a origem da pessoa que nos fala. Então também, cada sílaba é uma nota de um tom, e cada palavra, um arpejo, ninando nos silêncios da alma. Creio que o homem é uma pilha de saudades. As nostalgias que a vida lhe proporcionou nos caminhos da eternidade. E uma gratidão expressada sinceramente desde suas originais orações cantadas e em suas &#8220;rezas danças&#8221; ou “ñemboë yeroquí”, como era o &#8220;chamamé&#8221; originário de nossos guaranís correntinos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-343" style="border: 1px solid black; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="Guaranís" src="http://chamame.com.br/wp-content/uploads/2008/09/ninos-2__-1_tonemapped-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></p>
<p>A religião guaraní diz que: &#8220;O primeiro que Deus criou foi o idioma&#8221;, Ñeë ou Ñeëng, &#8220;porção divina da alma&#8221;, ou &#8220;palavra alma&#8221;. Esta linguagem, futura essência da alma, enviada aos homens, participa de sua divindade. E logo cria &#8220;O amor ao próximo&#8221; e &#8220;os hinos sagrados&#8221;.</p>
<p><span id="more-342"></span></p>
<p>Assim “ñeë”, com acento nasal, significa &#8220;idioma&#8221;, &#8220;palabra&#8221;, e na linguagem religiosa, &#8220;palavra-alma&#8221;. “Ñe’ë y”, segundo o estudioso antropólogo <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Le%C3%B3n_Cadogan" target="_blank"><strong>León Cadogan</strong></a> em seu livro “Ayvú Rapyta” (1992), é o espírito que os deuses enviam, para que encarne na criatura próxima a nascer.</p>
<p>&#8220;Os hinos e orações, são a única fonte fiel para a reconstrução da religião indígena&#8221;. &#8220;Para o guaraní, a palavra é tudo. E tudo para ele é a Palavra&#8221;. Assim sintetiza P. Bartolomeu Meliá, um dos mais prestigiosos estudiosos da cultura guaraní, analisando seus mitos, &#8220;cantos&#8221; e rituais. (El Guaraní – Experiencia Religiosa – 1.991), &#8220;a palavra guaraní se diz e se faz. Os caminhos da palavra, seus sacramentos são &#8220;O canto e a dança. (seus ñeë mboë yeroquï)&#8221;.</p>
<p>O chamamé, era originalmente um “ñeë mboé yeroquí”, que realizavam especialmente em gratidão à &#8220;Tupã&#8221;, Deus da Chuva. Diferentes antropólogos, estudiosos desta cultura, concordam em afirmar que os cantos apresentam categorias bem diferenciadas, como os “Guaú eté”, “Verdadeiros Autênticos Cantos Sagrados”, também chamados &#8220;purahei&#8221;. Os Guaú ai&#8221; (pequenos cantos sagrados) e os “coti-hú”, que poderiam ser escutados por todos, inclusive por pessoas estranhas.</p>
<p style="text-align: left;">Os “guaúete” ou “verdadeiros cantos sagrados”, também conhecidos como &#8220;purahei&#8221;, só se acompanham com o &#8220;mbaraca&#8221; &#8211; maráca ou sonajera (chocalho). O mesmo é executado pelo &#8220;pajé&#8221; guaraní, com sua mão direita, e o  “takuapú” &#8211; instrumento musical de taquara, espécie de bastão de ritmo, que é utilizado pelas mulheres, também a mão direita &#8211;  &#8220;No caso dos &#8220;guaú&#8221;, o canto, a música e a dança, forma um todo invisível&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Hoje em dia, é demonstrado assim, até nos vídeos filmados de suas &#8220;danças do amanhecer&#8221; e do &#8220;atardecer&#8221;, e na trivialidade &#8220;mbya guaraní&#8221;, situada na atual província de Misiones &#8211; Argentina, do conhecido Cacique o “Tubichá” que adotou o nome de Lorenzo Ramos&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Tudo até aqui reunido pelos mais destacados estudiosos desse tempo, e de minhas visitas a grupos e trivialidades guaranís. Isso nos demonstra a profunda religiosidade, intimamente relacionada a sua &#8220;palavra &#8211; alma&#8221; &#8211; seus cantos sagrados &#8211; –guaúeté-), e suas rezas-danças &#8211; ñeë mboé yerokï-.</p>
<p style="text-align: left;">E esta forma de vida, era compartida naturalmente em grupos familiares, que formavam suas &#8220;tabas&#8221; ou &#8220;aldeias&#8221;. Estavam distribuídas em diferentes parcialidades, associados e afinados em crenças, costumes e tradições, e com uma estreita relação de parentesco. Estes assentamentos eram conhecidos antigamente com o nome de &#8220;<strong>guara&#8221;</strong>, nome que determinava &#8220;uma certa região &#8211; normalmente delimitada por rios&#8221;; guara é um termo reunido pelo próprio P. Antonio Ruiz de Montoya-.</p>
<p style="text-align: left;">Creio que esta é a origem do homem &#8220;guaraní&#8221; &#8211; de &#8220;guara&#8221;, unidade social e geográfica. Existem muitos exemplos em toda a extensão das culturas guaranís que apoiam essa tese. (ver: &#8220;guara&#8221;, adeia e rio de Habana &#8211; Cuba). Guararé, antigo &#8220;guara&#8221;. Distrito sul de Panamá. Guaray, &#8220;arroio&#8221; dos &#8220;guara&#8221;, no departamento de San Javier, Misiones, Argentina.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-345" style="border: 1px solid black; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px;" title="Guaranís" src="http://chamame.com.br/wp-content/uploads/2008/09/guaranies-rio-300x216.jpg" alt="" width="300" height="216" /></p>
<p style="text-align: left;">Anselmo Peralta e Tomás Osuna, em seu dicionário da língua guaraní, editado em 1952, traduz assim esta palavra &#8220;guará&#8221;, prefixo, origem &#8211; procedência &#8211; substantivo &#8211; casta &#8211; raça. Quis mostrar até aqui, como a religiosidade, pautava toda sua vida e todas suas expressões culturais, assim como seus &#8220;guáu&#8221; e seus “ñeëmboé yeroquï”.</p>
<p style="text-align: left;">Seus Ñeë Mboé Yeroquï, como aqui em Corrientes seus &#8220;Chamamé&#8221;, (que se realizavam nos dias de chuva), e seus &#8220;sapukái&#8221; (que se realizavam nos dias de eclipse). E o natural de sua prática, somente podia desenvolver-se no âmbito intimista familiar de seus pequenos &#8220;guaras&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Por todo citado até aqui, ressaltam os valores essenciais, os nomes superficiais, correspondentes ao nosso chamamé, estão expondo um desconhecimento de seus fundamentos de vida e da etimologia da linguagem religiosa, da cultura guaraní correntina que originou o mesmo.</p>
<p style="text-align: left;">Pelo contrário, também até hoje existem nas ruínas dos povos jesuíticos, talhados nas pedras de seus grandiosos templos, anjos tocando as &#8220;mbaraca&#8221;, que era o instrumento religioso guaraní por excelência. Com este instrumento dirigiam seus “ñeëmboé Yeroquí” (rezas e danças guaranís), seus antigos sacerdotes, ou “avá payé”, abrindo perguntas sobre uma espécie de “ecumenism” antigo da época misional.</p>
<p style="text-align: left;">Das &#8220;Rezas &#8211; Danças&#8221;, também já conta os livros do antigo testamento, (cento e cinquenta salmos cantados, com acompanhamento de arpas, flautas, salterios, (um dos instrumentos que executava o Padre Antonio Sepp, quando chegou no ano de 1691 a Yapeyú), tambores, címbalos e trompetas). Também até hoje, se dança na Catedral de Sevilla, no dia de “Corpus Cristi” o baile de &#8220;Los Seises&#8221;, mostrando através do tempo uma forma de gratidão a Deus, em culturas distintas e distantes.</p>
<p style="text-align: left;">Até aqui minhas palavras para fundamentar meu desacordo com tantas definições que considero equivocadas. Demostrando além do mais, um desconhecimento mínimo das condições que rodeam, sustentam e enriquecem uma cultura expressada através de um antiguíssimo e sagrado linguagem religioso. Tudo isso, para nomear o mais querido, como é este gênero musica tão correntino &#8211; &#8220;nosso milenar chamamé&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><em>Por Gonzalo &#8220;Pocho&#8221; Roch<br />
Tradução Igor Alecsander</em></p>
<p align="left"><a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Aproxima%C3%A7%C3%A3o+ao+Conceito+de+Chamam%C3%A9+-+http://f6pf5.th8.us" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://www.chamame.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter3.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Aproxima%C3%A7%C3%A3o+ao+Conceito+de+Chamam%C3%A9+-+http://f6pf5.th8.us" title="Postar no Twitter">Compartilhe no Twitter</a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.chamame.com.br/conceito-de-chamame&amp;t=Aproxima%C3%A7%C3%A3o+ao+Conceito+de+Chamam%C3%A9" title="Postar no Facebook"><img class="nothumb" src="http://www.chamame.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-facebook.png" alt="Post to Facebook" /></a> <a target="_blank" rel="nofollow" class="tt" href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.chamame.com.br/conceito-de-chamame&amp;t=Aproxima%C3%A7%C3%A3o+ao+Conceito+de+Chamam%C3%A9" title="Postar no Facebook">Compartilhe no Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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