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Lucio Yanel, o Mestre da Guitarra Pampeana

Lucio Yanel

Em entrevista exclusiva para o Chamame.com.br

Lucio Yanel. argentino de Corrientes, violonista, intérprete, folclorista, exímio arranjador e compositor. É considerado o Mestre da Guitarra Pampeana. Artista da mesma estirpe de Atahualpa Yupanki, Mercedes Sosa e Heitor Villalobos, Yanel é a memória viva daquilo que o folclore Sul Americano produziu de melhor nos últimos cinqüenta anos. Estudioso minucioso, intelectual e erudito, passou os últimos trinta e cinco anos recorrendo a América do Sul e Brasil pesquisando formas, sons e ritmos.
Yanel chegou ao Brasil no ano de 1982 e radicou-se no Rio Grande do Sul (RS) motivado pela similaridade de usos e costumes com sua Argentina Natal. A sua origem correntina, nascedouro do chamamé, o levou de maneira natural a se radicar no RS, já que como ele mesmo diz “estar no sul do Brasil é como se fosse estar em uma região familiar”.

Maestro Yanel, como é chamado pela legião de admiradores e artistas que o reverenciam, é considerado pelos críticos e acadêmicos da área musical como o violonista mais importante de todos os tempos no RS na área folclórica. Seu trabalho está mais do que ligado a cultura do RS. É, na verdade, uma das bases que sustentam a musicalidade do estado.

Mas não é só da musicalidade do sul do Brasil que fala a arte do grande guitarrista. Ao escutar a obra de Yanel, fica-se com a impressão de estar focando a síntese de toda uma região do planeta, O Cone Sul da América. Por ser um músico e um poeta, o artista está aberto de maneira perene a receber as informações culturais que emanam dos paises que compõem o cenário comum da América do Sul. E por possuir um talento natural, consegue codificar através de sons e palavras os usos e costumes de seus hermanos.

Muitas são as informações guitarristicas que forjaram o formidável guitarrista. A sonoridade, magia e virtuosismo que sentimos no toque de Yanel emana do conjunto de informações que recebeu de grande mestres como Atahualpa Yupanqui, Eduardo Falu, André Segovia e Baden Powell.

Dentre os vários artistas com quem atuou no campo da produção autoral e apresentações artísticas, Yanel destaca Atahualpa Yupanqui, com quem manteve laços de amizade.

Lucio Yanel é o mestre de Yamandu Costa, seu discípulo de maior projeção.

O currículo vitorioso é extenso: participou de centenas de discos e DVDs de vários artistas. Suas obras solo, em vinil e CD, são: La del Sentimiento (1983), Guitarra Pampeana (1986), Aunque Vengan Degollando (1997), Acuarela del Sur (2003), Acurela del Sur II (2006) e Dois Tempos (2001), em parceria com citado Yamandu Costa. Recentemente, lançou Mistérios do Chamamé (2009).

Colaborou como intérprete e autor nas trilhas musicais dos filmes “Neto Perde sua Alma” e “Lua de Outubro” e, como ator, foi destaque interpretando o capitão castelhano no seriado “O Tempo e o Vento”, obra de Érico Veríssimo.

Ao longo de sua carreira foi agraciado com mais de duzentas premiações. Recebeu dois Prêmios Açorianos em 2001 como melhor Disco Instrumental e melhor Instrumentista Regional. Dois mil e quatro trouxe outro Açorianos, premiando “Aquarela del Sur I” como melhor disco regional do RS. Yanel se consagra, assim, como o único violonista a receber três Prêmios Açorianos no RS. Em 2005, a Assembleia Legislativa do RS, conjuntamente com a Associação dos Municípios e o Banrisul, consagram o mestre correntino como “Destaque Cultural do Mercosul”, recebendo a Comenda Negrinho do Pastoreio.

Artista de rara sensibilidade, seja explorando a sutilezas do instrumento, com toques ora viscerais, ora nostálgicos, é capaz de transmitir como ninguém o sentimento que se aninha em cada um dos habitantes da América. “A linguagem sentimental é a mesma em todos nós, latinos”, diz Lucio.

Assim, encontra-se em Yanel um instrumentista que executa com propriedade tanto um tango, que é uma expressão urbana e contemporânea, como a canção mais profunda das entranhas da terra ou da montanha

No concerto Aquarela del Sur, que acontece em turnê nacional e internacional em 2010, podemos apreciar a singularidade e maestria da execução da guitarra de Lucio Yanel. “O que identifica minha música é esse traço muito forte do espanhol, dos mouros, algo muito sentimental. As minhas raízes são mouras e a minha música nasce nessa mistura toda, que foi também se moldando na linguagem campeira, criolla”, afirma. No espetáculo interpretações magistrais de músicas de autoria do próprio Yanel e dos grandes temas do folclore Sul Americano. Ao dedilhar sua guitarra interpretando “El Condor Pasa”, o artista se inventa asas. Ele se eleva às montanhas dos seus sonhos e utopias e voa lado a lado com o senhor dos Andes, o magnífico condor. Neste momento, Yanel é o próprio condor! “Sinto que vôo sem radar, apenas com o Sul que tenho no coração me dizendo para onde tenho que ir”. E assim, o grande maestro se converte em soberano da sua própria existência. Com esta interpretação, Lucio Yanel entrega ao público a sua própria alma.

No seu mais recente trabalho, o álbum Mistérios do Chamamé, através de músicas como “Pantanal” e “Flor e Truco” é possível penetrar nas profundezas do assombro que esta forma musical, o chamamé, natural da cultural guarani, proporciona em suas diferentes formas de se manifestar.

Recentemente, Yanel fez um show no Festival de Chamamé, em Corrientes,  na Argentina. Em fevereiro, fez, ainda, uma participação especial no espetáculo de Raul Barboza no teatro Las Trastiendas, em Buenos Aires.

Em entrevista exclusiva para o Chamame.com.br, Yanel fala da carreira, da vida e dos planos para 2010.

Pouca gente sabe que você começou a carreira como cantor de tangos e boleros na Argentina. Como foi viver a era de ouro do tango em Buenos Aires?

Para falar a verdade, eu vivi a época em que tudo que acontecia em tangos já era pós era de ouro. Embora o tango, pelas suas características, seja um sentimento perene e duradouro, como o próprio ouro, comecei como cantor de tangos e boleras por que eram as formas musicais que nessa época, começo dos anos 60, embalavam os jovens que viviam, assim, a própria tradição da cultura musical argentina que passava de pai para filho. Essa minha etapa de cantor começou quando eu tinha 14 anos e já tocava violão, mas utilizava o instrumento apenas para me acompanhar.

Quando foi que você descobriu que tinha um talento a mais como instrumentista?

Foi mais ou menos aos 16 anos que eu me descobri um violonista. Me dediquei a aprofundar este talento que Deus me deu. Através dos ensinamentos que me eram ministrados por violonistas mais velhos e, logo a seguir, por gente muito experiente e profissional que já atuava em Buenos Aires, onde, por essa época fui, morar.

Quais são as fontes que o formaram ou o inspiraram como guitarrista?

Na verdade eu sou fruto de uma multiplicidade de referências. No folclore argentino, Atahualpa Yupanqui e Eduardo Falu. No violão erudito, André Segovia. Na música brasileira, podemos citar Baden Powel.

E dos violonistas brasileiros atuais, quem você destacaria?

Na MPB, Sebastião Tapajós. No nordeste, Henrique Annes. No chorinho, Rogerinho Sete Cordas e Alessandro Pennessi. No Mato Grosso, Marcelo Loureiro. No Rio Grande do Sul, Mauricio Marques. E englobando tudo isso, Yamandu Costa.

Fale um pouco sobre a sua relação com Atahualpa Yupanqui.

Fomos amigos. Pouco convívio, resultado da extensa agenda profissional do mestre Atahualpa e por ele morar na Europa. Entretanto esse convívio sempre foi enriquecido pelas orientações que ele gentilmente me brindava, ora para aspectos profissionais assim como para minha condição de ser humano. Fui honrado com duas poesias suas para que eu colocasse música me convertendo, assim, em um dos poucos privilegiados em ter parceria autoral com o mestre. Entretanto, apenas “Me anda buscando una bala” foi registrada em um dos meus discos.

Você é considerado o Mestre da Guitarra Pampeana. Como você define o seu estilo único de tocar?

Simples, sem rebusques e puro sentimento.

Os profissionais da área acadêmica pensam em Lucio Yanel como sendo o violonista mais importante de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Qual é, na sua opinião, a sua contribuição mais importante para a música do sul do Brasil?

Tudo que eu fiz desde que cheguei em 1982 é importante. Cabe ao público que acompanhou minha carreira até aqui e aos críticos especializados julgar e determinar o que eles consideram o mais importante. Apenas sei que, com certeza, tudo que fiz foi com a intenção de me somar ao movimento cultural e musical de um estado onde a cultura, em todas as suas expressões, é uma das suas bandeiras.

Você foi merecidamente homenageado por importantes poetas gaúchos, que o reconhecem como o mestre da guitarra pampeana. Em “Guitarreio para um Guitarrista”, o poeta .Luis Coronel diz: “Quando ele fecha os olhos/ Nos prodígios de seu dom/ Viaja pra dentro de si/ Navega em ondas de som”. Para onde esses versos o transportam?

O poeta Luis Coronel é um arguto observador dos elementos do qual se nutre para poetizar a vida. Ele tem me observado e concluiu que é assim que a minha arte se expressa. Ao fechar os olhos eu estou procurando me unir às ondas do som que são emitidas pelo próprio cosmos. Por isso, o meu som, ao mesmo tempo que é universal está vestido de singularidade. Sem dúvida, no momento dessa união, entidades particulares me visitam.

No espetáculo realizado recentemente em Buenos Aires você foi aclamado pelo público. Qual a sensação de voltar a se apresentar na cidade que o projetou como artista?

É a mesma sensação que sentimos quando estamos dando o primeiro passo para caminhar duzentos mil km. Muita vontade no coração e a emoção à flor da pele. E é exatamente isso que farei depois de uma ausência de mais de 30 anos em Buenos Aires. Posso lhe assegurar que isso representa pra mim um novo motor, uma nova vida.

Você sempre afirma que se orgulha de ter nascido correntino. Como foi seu reencontro com o público no Festival do Chamamé, em Corrientes?

Foi emocionante sob vários aspectos. Primeiro, o Chamamé faz parte do meu próprio ser. Segundo, voltar ao pago já é maravilhoso. E terceiro, mais lindo ainda, é a gente se encontrar com um público onde a juventude se destacava afirmando, assim, que os povos com tradição, estirpe e raça, jamais serão alvo de qualquer poder destrutivo em suas tradições.

E seus planos para a Argentina?

Meus planos para a Argentina correm paralelamente com o que farei no Brasil. Tenho a sorte de contar com uma empresa de produções artísticas muito competente que está trabalhando minha turnê nacional e internacional, começando, naturalmente, pela Argentina. No plano pessoal, idealizei um retorno a Buenos Aires, montando um estúdio de pesquisas sobre a nossa cultura, procurando morar em um bairro portenho onde se respire cultura como, por exemplo, o bairro de São Telmo. Ai, entre as ruas que tanto lembram as ruelas de Paris, como as callecitas de qualquer pueblo interiorano, penso em deixar a alma livre, solta e espontânea para ditar os meus caminhos da composição e da poesia. Aliás, é exatamente isso que tenho feito nos últimos três meses. Nas duas viagens que fiz recentemente a Buenos Aires, busquei material discográfico e bibliográfico para solidificar as minhas bases de informação e assim repassar ao meu público tudo que tem de novo e o culto que ainda se faz das tradições. Isso já faço e continuarei fazendo nas minhas apresentações artísticas. Entretanto, aconteceu de ser convidado por uma rede de comunicação do Rio Grande do Sul para produzir e apresentar um programa de rádio justamente sobre a temática Chamamé.

Fale um pouco sobre o programa

Será um programa de uma hora de duração que se ocupará especificamente da difusão do chamamé em todas as características que pode ser expresso através dos chamameceros gaúchos, correntinos, matogrossenses, paraguaios, enfim. Será uma verdadeira festa de confraternização entre os povos de origem guarani, que é a origem do chamamé. Além de apresentar o mais autêntico chamamé, contarei aos ouvintes um pouco da memória que trago de meus trabalhos, convívio e amizade com os grandes chamameceros, como Cocomarola, Isac Abitbol, Ernesto Montiel, Tarrago Ros, Raul Barboza, Ramona Galarza, Teresa Parodi, entre outros. É a história do chamamé contada pelo ângulo de um correntino que a viveu e vive na sua realidade mais autêntica. Farei, ainda, algumas interpretações ao vivo com a minha guitarra, claro. Acho que o público vai gostar.

Nos fale sobre o concerto Aquarela del Sur?

Aquarela del Sur é um mosaico musical do Continente Sul Americano, de ritmos e sotaques onde se misturam zambas, chacareras, chamames, milongas, tangos mas, antes de tudo, um toque de ancestralidade.

Como classifica o atual estágio da sua carreira?

Todos os momentos nos situam em um estágio. Todos são bons, entretanto o atual é talvez aquele em que maior proveito tiro de tudo o que aprendi. Assim, sou um instrumentista que trocou a velocidade de execução pela maturidade. Que brinda um som bem colocado mesmo que seja com uma corda só, ou valoriza a linguagem que proporciona o silêncio.

O que você tem a dizer para os amigos do site Chamame.com.br?

Que por ser correntino e chamamecero me sinto feliz de estar entre os meus pares, sejam eles sul-matogrossenses, gaúchos, correntinos, paraguaios, todos unidos por uma artéria maior onde pulsa a magia do Chamamé.

Artigo e entrevista por Fabiane Mendonça Ferreira
Webpage: lucioyanel.com.br


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Comentários (24)

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  1. Vitor Andrade disse:

    Parabéns pela entrevista! Com certeza um dos artistas mais bem sucedidos no que faz pois consegue por emoção nas suas canções , ouvir Dom Lucio Yanel é sempre um regalo!

  2. ChamigoJuan disse:

    Sí…realmente un eximio guitarrista.
    Un acierto del sitio haber publicado este reportaje y poner sus canciones.
    Este guitarrista quizás no muy publicitado en estos lugares, o quizás yo no le daba mucha importancia pero, debo reconocer su gran calidad interpretativa…un gran logro chamame.com.br.
    Gracias y un abrazo a todos.

    ChamigoJuan.

  3. JHAVIER RAMIREZ disse:

    Y SI, SE QUE ES MUY BUEN MUSICO ECT- EN LOS 80 90 ESTUBO ACA AL LADO DE MI CASA JUNTO A LA FAMILIA JASO (MIGUEL JASO) HOY DESAPARECIDO, ERAN MUY AMIGOS EN LAS GUITARREADAS, AHI ESCUCHE SU CALIDAD INTERPRETATIVA, SE MERECE MAS DIFUSION

    JHAVIER RAMIREZ

  4. Juan Manuel disse:

    Un gran maestro!!!

    Imposible dimensionarlo sin escucharlo, de estilo inconfundible, sus discípulos son la mayor prueba de su vigencia y fuerza interpretativa, además de su enorme sentimiento, sin los cuales es imposible transmitir tanta virtud.

    Es un grande de verdad…!!!

    Felicitaciones por el reportaje y un saludo al maestro Yanel desde Paraguay.

  5. Un lujo, siempre me pregunté, de donde adquirió Yamandú ese estilo, tan correntino de tocar el chamamé, y aplicar toda la técnica instrumental con tanto gusto se dice, tan armoniosamente, bueno maestro espero conocerlo personalmente alguna vez.

  6. Mario prieto Linares disse:

    Lucio, querido hermano de sueños. Un placer gigante hacerte llegar mi abrazo y un brindis cálido en un simbólico alto vino chamiguero a la distancia. Cuánto ha pasado de aquel tiempo en que compartimos un tramito del camino, a la vera de tanta ausencia y esperanzas; en esta impostergable vocación de grillos que nos carga de ilusiones.
    Con mi afecto más sincero amigo!!!

  7. Fernando S Soares disse:

    Sou fã incondicional de Don Lúcio Yanel. Parabéns pela entrevista. Apenas para constar, o tema La Pelea é de autoria de um jovem e talentoso acordeonista aqui de Pelotas/RS e que acompanha o músico Luis Marenco,Aluisio Rockembach.

  8. Indio Rufino disse:

    Talvez nem Lúcio e nem Chaloy Jara tenham a exata noção de suas importâncias no cenário artistico e cultural do RS.Digo isso pq tive a honrra de poder tocar e aprender com os dois, durante a exploção do nativismo na noite Porto Alegrense. O Lúcio Yanel trouxe a alma guarany nas cordas de sua guitarra e Chaloy é o próprio indio guarany, que mostra a mais pura arte missioneira nas harmonias de seu bandônion.
    Obrigada à Lúcio e a Chaloy por terem dado uma das mais importantes contribuição a cultura gaúcha!Gracias hermanos!!

  9. aescarlon disse:

    Buen guitarrista sin duda. No comparto opiniones de la página: No es guitarra pampeana lo que interpreta y compararlo con Atahualpa Yupanqui y Mercedes Sosa bueno… es un poco demasiado todavía.

  10. Mano Meira disse:

    É um expoente na cultura gaucha. Guardo comigo um disco de vinil dos antigos long play de Lúcio Yanel, para mim é uma relíquia que não se vende, o considero um mestre da guitarra pampeana e um cantor como poucos, bem merece estar ao lado dos maiores.

  11. adrian carlos bonetti disse:

    Gracias Chamame.com.br por brindarme la posibilidad de conocer a este excepcional intérprete.

  12. Tenho a honra de ser amigo e parceiro de Lucio Yanel.
    Sua Guitarra é encantada, e seus dedos são guiados
    por anjos, pois musica tocada por Lucio Yanel,
    nos faz ir muito alem do que notas e floreios
    e a pessoa do sr Lucio nos enrriquece.

  13. Francisco Renato galvani disse:

    É um presente, tanto a entrevista quanto as musicas.
    Muchas gracias!!

  14. antonio olivar disse:

    sin ninguna duda um grande musico que esta dejando una obra eterna en rio grande do sul,lucio yanel é dessos musicos que quando suben a un palco,logra el respeto silencioso de los grandes, sin alardes eu tive a sorte de conhecerlo na decada de 90 num lugar em poa que deixou muitas saudades(a pulperia)daquela epoca a estes tempos só nos resta dizer gracias maestro lucio yanel por lo que hiciste é por lo que estas fazendo por el chamame e a cultura latinoamericana.nos,teus fans seguimos teu caminho…..GRANDE LUCIO YANEL’

  15. Lincoln Höltz disse:

    Nosso irmão Americano Höltz, do Rio de Janeiro, nos mandou este link e estamos escutando este chamamê. Saudades do Rio Grande e de Viamão, tchê. Jeff e Lincoln Höltz.

  16. Sebastian BESTARD disse:

    Hola chamame.com soy de Corrientes e invito a todos a la Mega Fiesta Universal del Chamamè que se hace en nuestra ciudad. La primera fiesta popular de argentina que se hace en cada año. Mando super saludos a Lucio Yanel.

  17. andré santos disse:

    tive a glória de conhecer esse grande mestre lucio yanel no clube de remo em eldorado do sul onde tirei um retrato com ele e fiz um quadro que está na minha sala.
    creio que a criação não se deu conta do ser de luz que encaminhou para o nosso planeta.
    é assim que eu o vejo um ser de muita luz e amor que se comunica por melodias.não tive a oportunidade de fazer aula com esse mestre mas me considero seu aprendiz.um adraço na alma e um beijo no coração eterno mestre.

  18. Wilson Marques disse:

    ¡Es maravilloso escuchar el gaucho Don Lucio Yanel!

  19. JAIME RIBEIRO disse:

    Esse é o cara, lembro uma vez que lhe transportei de Brasil para a Argentina. Um grande amigo e um talento exepcional que irá brilhar em Corrientes…..boa sorte Lucio…. um abraço JAIME RIBEIRO – Uruguaiana.

  20. Carlos Zatti disse:

    Mui lindo!
    Gauchismo autêntico, onde aguitarra campeira se mostra por inteira.
    Parabens ao Lucio; Mestre com louvor.
    SDS – Carlos Zatti – Músico e escritor – Curitiba

  21. Jean Violao RS disse:

    Lucio es uno de mis ídolos. Felicitaciones por la entrevista y gracias por ayudarme a encontrar la música que yo quería. Jean Carlo, RS, Brasil.

  22. antonio olivar disse:

    brillante en la ejecucion-fiel estirpe correntina-una guitarra argentina-por estos pagos hace escuela-es la sonora viguela-del querido chamamé-melodia y sentimiento-de un tiempo que no se fué.

  23. Excelente. ¡Bravisimo! desde Buenos Aires.

  24. nilo jaskulski disse:

    Como faço para adquirir o cd onbde está a canção SERENATA ?
    saludos

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