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Biografia – Juan e Ernestito Montiel

Juan e Ernestito MontielMarcando passo no tempo, oferecemos nesta ocasião uma biografia de Ernestito Montiel.  Juan Angel Ocampo, cujo pseudônimo artístico é Juan Montiel, nasceu em 25 de maio de 1962 em Paso de los Libres, Corrientes. Desde novo  se voltou para a música do nosso litoral; com o acordeón foi seguindo os passos do tio, Don Ernesto Montiel, que em vida foi o Acordeón Mayor y Señor del Chamamé.

Com apenas 15 anos partiu para Buenos Aires onde, com muita sorte e graças a seu talento, atuou em diferentes festivais e espetáculos de primeiro nível como, por exemplo, El Luna Park, Hotel Sheraton, Casa de Gobierno – entre outros.

Até 1982, um dos maiores bandoneonistas que teve a província de Corrientes, Don Isaco Abitbol, levou-o para participar como artista convidado no selo Music Hall, no qual  gravaram dois temas de Don Ernesto – La Ratonera e Caraí Vera.

Com  16 anos recebeu a maior responsabilidade de sua vida:  a senhora Juana Notto, viúva de Don Ernesto Montiel, entregou-lhe o acordeón que pertencera a seu tio.  Assim começou o conjunto Los Montieleros, que se apresentou nos  festivais mais importantes do chamamé  dessa época, como o Federal, em Entre Ríos, em Mburucuyá-Corrientes, em Chajarí-Entre Ríos; nessa época também gravou um LP.

Em 1987 Juan decidiu formar seu próprio conjunto, ou seja, com seu nome, e nasceu Juan Montiel y Su Conjunto, que com sucesso interpretou em vários festivais, em várias províncias do país, em rádios e canais de televisão.

Em 1989 nasceu o primeiro filho, Ernestito Leonel, que foi crescendo rodeado de instrumentos musicais e de belas notas do chamamé mais tradicional de Corrientes, o montielero.

No ano de 1992 Ernestito foi incluído no conjunto que passou a se chamar  Juan y Ernestito Montiel, com o violão de José Ramírez – último violonista de Don Ernesto – e o baixo de Gabriel Cabrera – companheiro de escola de Ernestito.

Em 2004 Juan e Ernestito continuaram com suas apresentações novamente na Fiesta de la Naranja, em BellaVista, dividindo o palco com o Chaqueño Palavecino y Los Auténticos Decadentes. Nesse mesmo ano, com grande aceitação do público, incursionaram na  Festa Nacional do Chamamé e no  Primeiro Festival do MERCOSUL na  província de Corrientes.

No ano de 2005, já com 15 anos de idade, Ernesto voltou com o pai ao palco do Festival Nacional do Chamamé na capital federal, fazendo a abertura oficial do festival, como também no Festival Tradicional do Chamamé em Mburucuyá, Corrientes.

Durante esse mesmo ano se apresentaram no aniversário da cidade de Mercedes no Teatro Cervantes e no  Festival del Campamentista, em Alejandra, Santa Fe e na  Expo-Reconquista, também em Santa Fe.

Dia a dia continuaram suas apresentações em diferentes lugares do interior do país, e em  Buenos Aires apresentações em canais de TV, e como destaque em algumas atuações participou Leonela Itatí, a filha caçula de Juan.

O pseudônimo artístico de Ernesto Leonel Ocampo, sobrinho neto do maestro Ernesto Montiel, nasceu no dia 7 de novembro de 1989 na cidade de Morón, província de Buenos Aires, mas como ele mesmo dizia nas suas veias corria o  sangue correntino.

Aos 3 anos de idade começou a dar os primeiros passos pelos palcos que até hoje percorre  com o pai; nessas ocasiões  apresentava o conjunto, fazia um recitado e tocava  acordeón de uma fileira; a partir desse  momento nunca mais deixou os palcos e continuou estudando e se esforçando cada dia mais para se superar.

Aos 5 anos começou a cantar seguindo o repertório do legendário Quarteto Santa Ana, de Ernesto Montiel, e os que passaram por esse quarteto admiravam a qualidade interpretativa da sua voz. Escolheu cantar o primeiro chamamé sem que ninguém lhe ensinasse, Estancia San Blas, chamamé que gravou aos 7 anos como convidado no Conjunto Cruz de Papel de Carlos Serial.

Até então só era conhecido pela faceta de cantor, mas um belo dia apresentou-se com o pai e conjunto com um acordeón de duas fileiras, que tocou durante um ano e meio; depois  passou a tocar  o acordeón de quatro fileiras do pai.

Experimentou  temas novos, com muito mais notas e dissonâncias, causando o assombro e a curiosidade dos expectadores em saber de onde vinham aquelas  belíssimas melodias, já que  ele quase não era visto atrás do acordeón.

De 1999 até dezembro de 2003 conduziu programa próprio de duas horas na radio, denominado Imagen del Chamamé, pela AM 1430KHz, Radio Imagen de Castelar Sur Buenos Aires; sua meta era difundir a música e a cultura guarani, os festivais e toda a riqueza  que guarda a província de Corrientes.

Além disso, havia algo muito importante que não apenas comentava nos  programas de rádio como também  repetia em cada palco: “Convido todos os jovens, meninos e adolescentes como eu  para escutar chamamé,  que se agreguem aos nossos festivais chamameceros, onde vão encontrar gente legal, onde não existem drogas nem violência e onde, sobretudo, vão desfrutar de excelente música”.

Este ano, lamentavelmente, teve que abandonar o programa na rádio por questões de horários e tempo. Isto se deve ao fato de que cursa o 9° ano na Escuela Félix Burgos de Morón e estuda no Conservatorio Nacional de Música Alberto Ginastera, onde cumpre o 2° ano de linguagem musical, bandoneón e violão. Somado às horas de ensaio, vocalização de canto, prática de acordeón  e mais as contínuas apresentações, muitas delas no interior e fora do país, não teve como continuar com o programa  na rádio.

Durante todos estes anos participou de muitos teatros e festivais importantes como no  Teatro Verdi de la Boca, Teatros Municipais de Moreno, Morón, Merlo; no Teatro Vera de Corrientes, Teatro San Martín em Buenos Aires, na Casa de Corrientes em Buenos Aires, a Feria de Mataderos, o Festival del Ternero em Feliciano, Entre Ríos, Festival del Cordero em San Jaime de la Frontera, Entre Ríos, a XII Fiesta del Puestero em Junín de los Andes, Neuquén, onde a pedido do público voltou a repetir a apresentação na  noite seguinte e em muitos lugares mais onde Ernestito deixou o inapagável rastro da sua voz.

Em outubro de 2001 foi realizado em Uruguaiana, Brasil, um concurso internacional de pequenos talentos, da 14° California Petica Internacional e  Ernestito  ganhou o 1° prêmio como cantor masculino – categoria menino. Também nesse dividiu o palco com León Gieco; o músico o convidou para cantar com ele nas três noites da apresentação do disco Bandidos Rurales, no Teatro Opera de Buenos Aires, onde foi acompanhado no acordeón  por Raúl Barboza. Em pouco tempo novamente León o convidou para acompanhá-lo para apresentar novo CD no Club Huracán de San Justo.

No ano de 2003 dividiu o palco e cantou em dueto  com Teresa Parodi. Em 2002 atuou no XI Festival del Canto y la Danza de Navarro, província de Buenos Aires. Em novembro de 2003 se apresentou em Bella Vista  na  Fiesta Nacional de la Naranja e aí dividiu palco com Los Nocheros.

Durante 4 anos consecutivos, de 2001 a 2004, atuou junto com o pai no Festival Nacional do Chamamé de Federal, Entre Ríos, conseguindo no último ano fazer a abertura do Festival.

Com grande sucesso se apresentou também no Festival Provincial do Chamamé em Mburucuyá, Corrientes, e por  suas apresentações na  Festa Nacional do Chamamé em Corrientes a S.A.D.A.I.C. ( Sociedad Argentina de Autores y Compositores) lhe outorgou o prêmio Consagración da XV Festa Nacional do Chamamé.

Em 7 de novembro de 2002, quando fez 13 anos e comemorou o aniversário, sua tia avó, dona Juana Notto de Montiel, presenteou-lhe publicamente com o acordeón com o qual Don Ernesto gravou pela última vez. Foi um aniversário muito especial na sua vida já que “… tocar o acordeón do Maestro era um sonho que eu tinha antes de nascer”, foram  suas palavras emocionadas ao receber um presente tão apreciado.

Ernestito Montiel teve até os dias de hoje não só  uma longa trajetória por sua  participação em festivais, festas, teatros e escolas, como  também no Chaco e em Corrientes onde se apresentou diante de mais de 2000 alunos que  lhe agradeceram por lhes ter ensinado  a escutar o chamamé.

Hoje, sem deixar de desfrutar das brincadeiras, dos amigos, sem perder sua infância, com o apoio  necessário dos pais, familiares e educadores, sem pressões nem obrigações, Ernestito desfruta imensamente das qualidades do seu dom natural.

Aprendeu por si mesmo o primeiro chamamé, o tema inicial no acordeón, escolheu sozinho este caminho musical, sacrificado, mas repleto de momentos felizes. Hoje é um   profissional completo, com muitos sonhos e ilusões;  Ernestito ou Ernesto, como ele gosta de ser chamado, continua estudando e se esforçando  para que sua música, a que leva no sangue e no  coração, continue se difundindo em todo o país e onde quiserem escutá-la; para isso trabalha constantemente com o pai Juan Montiel no acordeón, José Ramírez no violão, Gabriel Cabrera no baixo e Ernestito no canto e acordeón.

Continua difundindo  o chamamé, deixando bem claro a preferência por manter o Estilo Montielero que Don Ernesto Montiel, El acordeón Mayor y Señor del Chamamé, deixou na sua alma. Atualmente diversifica as apresentações com temas de sua autoria, arranjos musicais e, sem perder a essência, prepara a primeira gravação para deleite de seus seguidores chamameceros, e como eles dizem: “Sempre e quando Deus e  a Virgem permitirem…”

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Comentários (4)

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  1. centro litoraleño Los cunumi Guasú disse:

    FELICITACIONES POR ESTA BIOGRAFIA DE ESTE GRAN ARTISTA Y PRINCIPALMENTE UNA BUENISIMA PERSONA… A JUAN ANGEL Y TODA SU FAMILIA NUESTRO SALUDO Y QUE SIGAN LOS EXITOS… FUE UNO DE LOS CONJUNTOS QUE ESTUBIERON EN NUESTRO PRIMER ENCUENTRO CHAMAMECERO ALLA POR EL AÑO 1991 Y ES UN GRAN COLABORADOR HASTA HOY DIA DE NUESTRA INSTITUCION….ADELANTE AMIGAZO QUE DIOS TE BRINDE TODO LO MEJOR….

    LOS CUNUMI ….

  2. SEBASTIAN Y RAUL DE AUDIO REM disse:

    DOS GRANDES MUSICOS JUAN Y ERNESTITO , BUENISIMAS PERSONAS,UN ABRAZO DE LA BARRA DE AUDIO REM DE MORON.

  3. Ricardo Fernandez disse:

    Muy buena por esta biografia de uno de los mas grande del chamame, un abrzo.

  4. antonio estanislao olivar disse:

    yo que seguia la trayectoria de juan montiel ahora me deparo con que su hijo ernestito es una fiera y me pongo muy feliz por que todo lo que sea difundir la musica inigualable de don ernesto montiel de quien soy un fanatico.me acuerdo que em diciembre de 1980 todos los viernes salia corriendo de mi trabajo(era grafico)para grabar el homenaje que visconti vallejos y su cantos y leyendas del litoral con los montieleros que era formado por juan montiel-ramirez-y el cantor ramon chavez,todavia conservo esa cinta un poco deteriorada por el tiempo y de tanto escucharla.un abrazo hermanos!!

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