Biografia – Gonzalo “Pocho” Roch
“Maleta tuichá”, “De allá ité”, “Palabras a Itatí”, “Nati campanero”… são algumas de suas obras integrais e numeresos outros temas que estão incluídos no cancioneiro popular. Em seus programas de rádio e apresentações pessoais, segue mantendo contato direto com seu público.

Gonzalo del Corazón de Jesús Roch nasceu em 15 de abril de 1939 em Itatí, Corrientes. Viveu seus primeiros 8 anos no campo, em paraje Yacaraí, fato que o ajudou a conhecer desde criança o idioma “ava ñeé” e a interpretar-se pela cultura guaraní correntina. Toda esta influência o permitiu enriquecer-se de importante material de folclore, antropologia, história, música, canto e dança, e outros diversos aspectos da cultura sul americana em geral. E nesse culto à cultura, que diga-se é um espelho da vida e alma de Roch, é onde o músico passa grande parte do seu tempo. E esse tesouro, Roch pode recompilar – ao vivo e em bibliografia – em quatro bibliotecas antigas: mais de vinte dicionários de línguas indígenas; bibliografia guaranítica, franciscana e jesuítica; além de abundantes vídeo-tapes, cassetes de áudio, com testemunho e música correntina antiga.
Basta entrar nesta biblioteca para entender tanto amor pela música e por sua terra. Uma velha foto amarelada, mostra uma criança de uns 6 anos no máximo com o violão no colo sentado em uma cadeirinha de madeira entonando quem sabe uma melodia guaraní.
Hoje é autodidata, intérprete e compõe com violão, teclados e acordeón. Porém tudo começou lá por 1955 quando co-fundou a orquestra do Colégio Nacional e o Conjunto de Ruiseñores Correntinos. E aos 16 anos integrou o conjunto de don Mauricio Valenzuela em um ciclo de apresentações realizadas nos antigos salões de Panambí e Anahí. Em 1957, a Editora Musical ““Río Paraná”, edita pela primeira vez uma canção sua; o chamamé “Chereta Peguara”. A seguir sua atuação diversifica, o que economicamente lhe produz a possibilidade de maiores resgates, trabalhos e viagens de pesquisa folclórica, ainda que sem abandonar nunca as possibilidades de cantar seus próprios temas folclóricos correntinos.
Como autor e compositor, compôs – até a presente data – mais de 5300 temais musicais, canções, e melodias de ritmos correntinos; dos quais mais de 150 ficaram registrados em selos internacionais e gravações feitas em recitais com sua orquestra e como solista.
Junto com Marily Morales Segovia criou em 1971 a obra integral de canções infantis “gurisada”, e neste mesmo se produz um feito que seria um marco para a música correntina: a primeira gravação de um chamamé de Pocho Roch, titulado “Maleta Tuichá”, na versão do renomado artista Daniel Toro, gravada para o selo internacional Music May. Essa mesma obra foi o primeiro chamamé gravado em Tóquio, Japão no ano de 1974 com autorização da Sadaic.
Em 1972 se apresentou com seu conjunto folclórico, integrado por jovens valores no Teatro Oficial “Juan de Vera”, incorporando uma gama de instrumentos eletrônicos modernos que ajudaram a recuperar do esquecimento os sons daqueles instrumentos artesanais como: flautas, cordas… – realizados originalmente na fábrica de instrumentos musicais da época jesuítica – guaranítica no povoado de Yapeyú.
A partir de 1974 começa sua carreira discográfica, quando é contratado por diversos selos internacionais como: Emi Odeon, CBS Columbia e Sony Music. Assim se difundem suas criações originais e carregadas de história – outra de suas paixões. Das mais de 5300 obras, dentro destas existem 34 obras integrais, formadas por 12 canções cada uma, que são testemunho e reflexo de sua terra, de sua paisagem, de suas crenças ou tão somente de algumas das tardes itateñas em que buscava uma pedra as margens do seu querido Paraná.
Em 1976 realizou uma importante contribuição aos tradicionais carnavais correntinos, e em 1977 começa um longo caminho de dissertações.
No dia 1º de julho de 1978 inicia seu trabalho como radialista, que até hoje leva adiante na rádio ciudad de Corrientes e LT7. Também defendeu a cultura através da TV, ao qual recebeu distinções e descobriu valores. Na UNNE realizou trabalhos didáticos, e este seria o começo de uma história que hoje conclui para o “Programa Taragui Hayju”, no qual ele compõe uma melodia para cada localidade correntina, aos quais os jovens deverão criar uma letra, vivenciada no lugar onde cresceram e vivem.
Áudios (MP3)
- San Luisito
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“Palavras a Itati” é uma das mais belas canções argentinas. Cantada por Ramona Galarza é magistral.
Abraços,
Chico Koller, músico.
Voce ten a letra da cancao Palabras a Itati? Preciso te etsa belha cancao.
Indudablemente “Pocho Roch” es uno de los mùsicos correntinos mas prolìficos de nuestro tiempo, ya que su elaboraciòn musical es producto de su maduraciòn artìstica, apoyada en su fè cristiana, su devociòn por la Virgen de Itatì y su alma de “pueblero”. Su abuelo el catalàn Don Gonzalo Roch, fuè el organista oficial del Santuario de Itati, su padre homònimo, se desempeñò como docente en el cercano paraje “Yacareï (agua de yacarè), su madre Doña Hernania Moreno (a) “Ñaña”, una virtuosa mujer, que hasta hoy vive en la Ciudad de Còrdoba, le inculcaron altos valores, que se traducen en todas sus producciones. Cuando el referido terminò sus estudios primarios, la familia se radicò en la Ciudad de Corrientes, para que pudiera continuar con el secundario, ingresò al Colegio Salesiano Marìa Auxiliadora, pasando luego al Colegio Nacional Grl San Martìn, donde comienza a actuar como mùsico. Luego acorde con la moda actual forma el conjunto “Los Americanos” y màs tarde cuando su padre le regala una de las primeras guitarras elèrctricas ingresadas al mercado correntino, este conjunto aumenta el nùmero de participantes, incluyendo la harmònica elèctrica, ejecutada por “Sosita” y la vocalizaciòn de Roberto Gimenèz Blanco (radicado en Mato Grosso do Sul chamamecero de ley), pasando este conjunto a llamarse “The Pockers”, siendo unos de los principales en la regiòn, realizò giras por el paìs y otros limìtrofes. Con el paso de los años, la nostalgia de su pueblo, lo va llevando a la mùsica telúrica, siendo hoy uno de los mùsicos correntinos de mayores reconocimientos y merecimientos. “Pueblero de allà itè” (de allà lejos) es sin duda alguna su mayor èxito, ejecutado en todo el mundo (me consta porque he visto un pedido de ejecuciòn venido de Finlandia).Junto a otro destacado autor e intèrprete ya desaparecido, Don Edgar Romero Maciel,recibiò el tìtulo de Dr Honoris Causa, acordado por la Universidad Nacional del Noreste- UNNE.
Verdaderamente en total acuerdo con Carlos Federico Maciel, sobre este musico Itatiano