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Biografia – Alejandro Barrios

Nasceu em 26 de fevereiro de 1923 na paragem Dátil Corá, departamento de San Luis del Palmar – Corrientes – e tocava acordeón de duas fileiras desde os 6 anos de idade, que aprendeu sozinho de forma intuitiva.

Começou sua vida profissional no ano de 1948 formando o Conjunto San José, criado por Barrios no acordeón e os violões de Armando Brittes, Ceferino Cocomarola e Ramón González. Estes eram os violões estáveis de LT7 Radio Corrientes. Posteriormente atuaram Eladio Otazo e Lucio Canteros no violão; também tomou parte o bandoneonista Saúl Billordo. Foi convocado para integrar o conjunto musical de Armando Correa, violonista e cantor que se intitulava Iratí; também participavam Toto Blanco no bandoneón e Miguel Saravia no violão.

A partir da década de 50 Barrios integrou diversos conjuntos, dentre os quais podemos citar: Conjunto paso Martínez, de Ramón Cornelio Cabrera e Bernabé Ramírez, violonista e outro acordeonista, Emilio Sánchez.  Participou também de apresentações no Conjunto de Tránsito Cocomarola, fazendo turnês pelas províncias do Chaco e pelo interior de Corrientes. Nessa época, além de Cocomarola, faziam parte do conjunto Armando Corea e Idilio Godoy, no violão e nas vozes.  Nessa ocasião, fevereiro de 1951, Tránsito Cocomarola lhe presenteou com seu acordeón de duas fileiras com o qual fez sua primeira gravação no selo Odeón, na década de 40; posteriormente,em 1952, Barrios entrou para o conjunto de Marcos Bassi y sus caballeros del chamamé.

Entre os anos de 1954 a 1956 esteve no Conjunto Eustaquio Miño y sus gauchos de Mburucuya, e entre os anos 1957 e 1958 atuou no Conjunto Isaco Abitbol, onde o acompanharam os violões e as vozes de Hilario e Lorenzo Navarro – Hermano Navarros; nele participaram depois o dueto Ubeda-Chávez e o dueto Ubeda-Vagas (Hipólito Argentino).

Na década de 60 a 70 esteve em numerosos conjuntos e em 1974 gravou com o grupo musical Hermano Barrios. Atualmente tem quatro cassetes gravados com seu próprio grupo musical, em edições de Fermín Ybarra Producciones, com o apoio da Agrupación Tradicionalista Ñu Rogue.

Resgatou velhas melodias correntinas e deixou gravados três temas em El pavo e El tatu, duas versões antigas de caráter harmônico que fazem parte da origem ancestral do chamamé.

Prof. Enrique Antonio Piñeyro – Fragmento do livro Chamamé, Música Tradicional de Corrientes – Edición 2005[/B>

CorrientesChamame.com
Texto: Patricia Olivera
Revisão de texto: Paulo Ferreyra
Tradução Marise Zappa

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